sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Complicações - Esofagite por Refluxo

O QUE É?
É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal, naturalmente ácido, para o esôfago.
COMO SE DESENVOLVE OU COMO SE ADQUIRE?
O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm, que liga a boca ao estômago. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa, parecida com o revestimento da boca. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta, desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato, poucos centímetros antes de se abrir no estômago. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma; é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. O esôfago tem ligamentos para prendê-lo junto ao hiato diafragmático e que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.
Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm., traciona o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. Decorre dessa alteração anatômica a Hérnia Hiatal que, por sua vez, prejudica a válvula anti-refluxo. Quando o conteúdo do estômago, em geral muito ácido, atinge a mucosa esofágica, este tecido reage - inflama - originando a Esofagite de Refluxo.
O QUE SE SENTE?
A azia é a principal queixa e raramente não ocorre. Seu nome técnico é pirose. Pode piorar, por exemplo, quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. É referida como ardência ou queimação, em algum ponto entre a "boca do estômago" e o queixo, correndo por trás do esterno, o "osso do peito". A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito, causando impressão de infarto cardíaco. Pode ocorrer também um aumento da salivação, a sialorréia, que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação, como se fosse um antiácido natural.
A regurgitação é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca, sem enjôo ou vômito, freqüentemente, com azedume ou amargor. Não raro determina tosse, pigarro e alterações da voz. O engasgo - tosse forte e súbita, atrapalhando a respiração - pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. A ocorrência de falta de ar com chiado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.
Sensações, desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto - espasmos - no meio do peito, representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levarem ao estômago aquilo que ingerimos. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica.
Na criança, ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo, levando à devolução da mamada, a engasgos, a choro excessivo, a sono interrompido e quando repetitivo, predispõe a infecções e distúrbios respiratórios.
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico, sem necessidade de exames num primeiro evento.
A radiografia da transição esofagogástrica, enquanto se deglute um contraste rádio-opaco, pode demonstrar tanto a hérnia, quanto o refluxo.
A Endoscopia Digestiva Superior é um exame para visualizar o esôfago, estômago e duodeno, passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. A evolução da qualidade dos equipamentos, da eficiência da anestesia local da garganta, a eficácia e a segurança da sedação do paciente, tornaram a endoscopia um exame simplificado, do qual se acorda “sem ressaca”. Além disto, pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e, mais recentemente, para procedimentos terapêuticos especiais. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta, permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas, placas branquicentas e úlceras, principalmente na mucosa do esôfago inferior, sugestivas de graus variados da Esofagite de Refluxo. A endoscopia facilita a coleta de material destas lesões para exame microscópico, no qual se pode definir a inflamação, avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer.
A Cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. Administra-se uma mamadeira normal, contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. É uma metodologia não invasiva, indolor e ambulatorial. Entretanto, nem sempre capta o refluxo, pois este não é permanente.
O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Precisam ser usados quando os demais tem resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo.
COMO SE TRATA?
Em geral, o tratamento é clínico, com medidas educativas associadas aos medicamentos. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons.
Além de combater a obesidade, é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira, em 20 a 25 cm. Outras, não se adaptam à posição: incham os pés, doem as costas, etc. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos, particularmente, cítricos, doces e gordurosos. Ajudam no controle dos sintomas, algumas medidas, como: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio.
Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago ("antiácidos sistêmicos"). Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal para o intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago.
Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas, particularmente da azia, poucos dias após o término dos medicamentos. Nesse momento, surge a questão do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico.
Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas, mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico, propriamente dito.
COMO SE PREVINE?
Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas, que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento.

15 comentários:

  1. Tenho acalasia a 4anos nao aguento mais senir fome sentir cede as veze vou pro shopping com meus filhos levo eles pra lanchar e eu nao posso comer fico tao triste com isso tudo que estou vivendo queria ser normal de novo to fazendo exames pre operattorio mais to com medo da cirurgia se vc poder falar sobre pessoss que fizeram a cirurgia e estao bem hj ficarei grata ficareu aguardando um contato

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  2. Por favor me retorne ok meu msn (ursiny@hotmail.com)esse tbm e meu facebook

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    1. Olá, como foi sua cirurgia? Como está hoje, fui diagnosticada com acalasia e gostaria de saber como está depois da cirurgia.

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  3. Pensei que era só eu com esse problema. Antes eu comia bebia água e fica bem agora nem água quando bebo perco o ar . Não estou aguentando mais .. o meu exame deu megaesofago grau III fui encaminhada pra cirurgia mas Sus e muito demorado. A médica sugeriu colocar sonda para alimentação pois estou emagrecendo muito rápido pulei de 89 para 63 .. mas isso vai me deixar mais depressiva ainda . Essa semana a tosse começou força total . Só Jesus na causa estou na dependência dele ..

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  4. Pensei que era só eu com esse problema. Antes eu comia bebia água e fica bem agora nem água quando bebo perco o ar . Não estou aguentando mais .. o meu exame deu megaesofago grau III fui encaminhada pra cirurgia mas Sus e muito demorado. A médica sugeriu colocar sonda para alimentação pois estou emagrecendo muito rápido pulei de 89 para 63 .. mas isso vai me deixar mais depressiva ainda . Essa semana a tosse começou força total . Só Jesus na causa estou na dependência dele ..

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  6. Pensei que era só eu com esse problema. Antes eu comia bebia água e fica bem agora nem água quando bebo perco o ar . Não estou aguentando mais .. o meu exame deu megaesofago grau III fui encaminhada pra cirurgia mas Sus e muito demorado. A médica sugeriu colocar sonda para alimentação pois estou emagrecendo muito rápido pulei de 89 para 63 .. mas isso vai me deixar mais depressiva ainda . Essa semana a tosse começou força total . Só Jesus na causa estou na dependência dele ..

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  7. Pensei que era só eu com esse problema. Antes eu comia bebia água e fica bem agora nem água quando bebo perco o ar . Não estou aguentando mais .. o meu exame deu megaesofago grau III fui encaminhada pra cirurgia mas Sus e muito demorado. A médica sugeriu colocar sonda para alimentação pois estou emagrecendo muito rápido pulei de 89 para 63 .. mas isso vai me deixar mais depressiva ainda . Essa semana a tosse começou força total . Só Jesus na causa estou na dependência dele ..

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    1. Eu tb perdi peso muito rápido, numa das consultas numa clinica pública que fui, cheguei a sair de ambulância direto para um hospital (público) pra colocar uma sonda, mas o hospital não tinha a sonda e queriam me transferir pra outro hospital, mas eu já estava com a cirurgia marcada e o médico do particular disse que dava pra esperar a cirurgia (que era 2 semanas depois). Hoje tenho 13 meses de operada, já voltei a comer, mas sinto dores ainda e dificuldade pra tomar líquidos tb, porém raramente eu vomito agora. Você é de onde? Pois aqui no RJ soube que pelo hospital do fundão era mais rápido.

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  8. Eu sou de SP estou fazendo tudo pelo hospital das clínicas mas é bem demorado . Além da dificuldade de comer essa semana me atacou uma tosse que não passa por nada ( xarope , inalação ) já tentei de tudo . Da outra vez fui ao médico ele disse que estava com bronquite me deu injeção e um xarope que nada adiantou mesmo eu falando qual o meu problema. Agora tenho nova consulta dia 29/01 espero que para agendar a cirurgia . Tá difícil viu. Feliz por vc já ter operado pra comer vc não sente nada mas líquido sim ?

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    1. Elaine no face tem um grupo Acalásia com Megaesôfago que na capa tem a seguinte frase "NÃO SABEMOS O QUÃO FORTES SOMOS ATÉ QUE SER FORTE SEJA NOSSA ÚLTIMA ESCOLHA " peça ajuda a Juliana Grisi, Noeli Piratello ou Tatiana Moreira,lá nos consideramos uma familia pois todos temos Acalásia com Megaesôfago,você será orientada...

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    2. Vou procurar o grupo , obrigada.

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  9. É, depender de hospital público é fogo. Eu fiquei 1 ano e 2 meses nessa agonia, muito sofrido.
    A cirurgia me ajuda a comer, mas as vezes demora muito pra comida descer, ela fica intalada no esofago, igual antes da cirurgia, é uma dor muito forte, mas passa, diferente de antes que terminava vomitando toda a comida. Depois da cirurgia só vomitei 1 vez, mas esse incomodo/dor é recorrente, porém breve. A aguá me causa a mesma coisa, só que constante, então eu bebo água de gole em gole, nbão consigo tomar um copo de água normalmente como a maioria das pessoas fazem, pois dói bastante e eu fiquei com um "arroto" constante, que acredito ser devido à falta de atividade do esôfago.

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  10. Nossa muito triste estou ha mais de um ano sofrendo com esss doença Tem dia que acordo com vondade de morrer Só de saber que tenho que enfrentar mais um dia de sede e fome .Tambem estou na esperar do SUS e muito agoniante

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