Dr. Marcos disse que eu só sentiria um "desconforto" na gravidez, quando bebê estivesse grande o suficiente para pressionar meu esôfago, fazendo com que eu tivesse mais dificuldade ainda para me alimentar, mas isso provavelmente só aconteceria por volta do 7° ou 8° mês.
Em fevereiro engravidei. Tudo corria bem, mas quando entrei no 2° trimestre da gravidez, perdi o bebê e pra piorar tive hemorragia.
Pra piorar mais ainda, durante a anestesia para a curetagem, tive que levantar a cabeça, pois bem na hora me deu refluxo, e como brinde ganhei uma "bela cefaleia pós ráqui".
Os comprimidos não curavam a dor de cabeça, e ainda dissolviam no esôfago, desencadeando horríveis crises de esofagite.
Fiquei dias internada esperando melhorar com a medicação, mas não houve outra opção, fui submetida a um procedimento chamado BLOODPAD, que nada mais é que retirar sangue da veia da paciente e injetar no local onde foi feita a anestesia raquidiana.
No hospital me explicaram que eles evitam ao máximo esse procedimento, pelo risco de contaminação, mas pra mim não teve outra alternativa. Foi tirar a dor com a mão...alívio instantâneo.
Depois dessa experiência pensei muito sobre ter outro filho, fiquei com muito medo. Mas 6 meses depois para nossa surpresa, Heitor estava a caminho!
Fiquei feliz, mas a preocupação foi geral. No aborto perdi muito sangue, não tinha me recuperado totalmente. Minha família ficou muito apreensiva.
Com a gravidez, os remédios de uso contínuo foram suspensos, aí começaram as crises de esofagite uma atrás da outra.
Nos primeiros 3 meses de gestação, tive 1 crise em cada mês; No 4° mês foram quinzenais; No 5° e 6° mês foram semanais e no 7° e início do 8° mês já eram 2 vezes por semana.
A medicação habitual não fazia mais efeito.
Tomava buscopan + ranitidina + dramin.
Passei a tomar:
Tramadol + Ranitidina + Dramin
E no final eram doses duplas de:
Tramadol + Omeprazol + Plasil
Na última crise, mesmo após 2 doses, a dor não passava... A médica disse que o próximo patamar era morfina, mas por causa da gravidez não poderia, então, eu teria que aguentar a dor.
Tive infecção urinária a gravidez toda. Não consigo tomar comprimidos, então não conseguia tratar as infecções.
Não consegui engordar na gravidez. Tomei suplemento de proteína, e todos os tipos de vitaminas que se possa pensar, mas mesmo assim só engordei 3kg.
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| Henrique, meu filho mais velho e eu no 7° mês de gestação |
Heitor nasceu prematuro, com 35 semanas de gravidez.
Pesava 2.090 e mediu 43 cm.
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| Nascimento do Heitor |
Mas por um milagre não precisou de UTI nem encubadora. Veio pra casa comigo, e é saudável!
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| Heitor - 2 meses |
Não tive problemas com isso graças a Deus.
E agora as crises estão mais espaçadas, porém as dores são mais intensas... A última foi sexta feira passada, quase 2 meses depois da primeira.
Melhor assim né?
Quanto mais tempo entre uma e outra melhor!



eu tenho megaesofago e deu no exame escrito tbm acalasia e to gravida e tudo q eu ja comia ou bebia voltava tudo consigo comer muito pouco agora q to gravida preocupada :(
ResponderExcluirEu tbm estou assim e sinto a boca muito seca, pq até a água que eu bebo volta 😢, não sei o que fazer
ExcluirEu tive acalasia a dois anos ,hoje mim sinto bem com algumas dificuldades pra mim alimenta as vezes sinto a comida estalando, tenho um filho durante a minha gravidez passei por bastante coisa é hoje penso em engravidar mas tenho medo dos riscos .
ResponderExcluirAmiga vc teve bebê durante o megaesôfago ou vc chegou a operar primeiro p dps ter o bebê??
ResponderExcluirComo foi sua gestação?
Se puder me mandar um e-mail p q eu possa solicitar seu whats, pq gostaria de conversar c vc e saber a experiência